Rúbia Coser reposiciona Travel Next Minas como plataforma de negócios e pertencimento a Minas

Rúbia Coser: Foto: Patricia Penna

A Travel Next Minas começa a ser pensada por sua idealizadora, Rúbia Coser, para além dos dois dias de feira. Na avaliação dela, o principal resultado do evento está na capacidade de colocar agentes de viagens em contato com produtos mineiros e fazer esse relacionamento continuar pelo território depois do encerramento.

“O grande legado de uma feira dessa é o movimento que acontece depois dela, porque é muita gente que vai vender Minas Gerais”, afirmou Rúbia durante coletiva de imprensa.

A estratégia envolve preparar os participantes com antecedência e criar condições para que os agentes conheçam diferentes regiões do Estado. Operadoras e fornecedores estruturam roteiros e experiências antes da feira, permitindo que os profissionais circulem por Minas e tenham contato direto com os produtos que posteriormente irão comercializar.

“Eles não ficam só na feira, eles transitam entre o Estado, e isso não tem preço”, destacou.

Crescimento com foco comercial

A edição deste ano recebeu 7.890 visitantes e reuniu cerca de 900 marcas, além de 24 expositores internacionais e mais de 24 operadoras. Agentes de viagens de mais de 18 estados brasileiros estiveram no evento.

Entre as estratégias adotadas para ampliar a presença de profissionais qualificados está o modelo de operadoras-âncora. Visual, Trend, Incomum, Soul e Cativa participaram da iniciativa, convidando agentes de suas próprias redes e contribuindo para ampliar a presença de compradores na feira.

Rúbia também destacou a participação conjunta de estados e municípios, citando as presenças de Sergipe e Aracaju e de Paraíba e João Pessoa. Para ela, esse formato amplia a integração entre destinos e fortalece a dimensão comercial do evento.

Conteúdo para gerar movimento

A programação desta edição também foi ampliada com treinamentos, encontros e conteúdos sobre vendas, legislação, seguros, inovação e transformação. A proposta foi fazer com que o agente tivesse diferentes motivos para circular pela feira e saísse com conhecimento aplicável ao negócio.

Nesse processo, a tecnologia ganhou espaço. O aplicativo da Travel Next foi utilizado tanto para os agendamentos do espaço de luxo quanto para uma estratégia de gamificação. Os agentes recebiam trilhas de visitação que os estimulavam a conhecer fornecedores, conversar com expositores e explorar áreas que poderiam passar despercebidas.

Para Rúbia, a ferramenta ajuda a transformar a circulação pela feira em uma experiência mais ativa.

De feira a movimento turístico

A evolução da Travel Next também está ligada, segundo sua idealizadora, a uma aproximação maior com instituições, empresas, municípios e destinos. A proposta é construir uma rede que tenha participação efetiva na realização do evento e no desenvolvimento do turismo mineiro.

“Eu não busco apoiador, eu busco pertencimento”, afirmou.

Essa visão acompanha uma mudança de posicionamento da própria feira. Rúbia entende que Minas Gerais já possui atributos capazes de gerar experiências diferenciadas e que o papel da Travel Next é ajudar a conectá-los ao mercado.

“O viajante chega e só consome o destino. Agora, quando nós falamos do turismo de transformação, o visitante sai diferente do que chegou e o destino também sai diferente. E aí que é o grande lance. Porque aí a gente cria legado.”

Leitura de Mercado | Turismo&Eventos

A estratégia apresentada por Rúbia Coser mostra que a Travel Next Minas busca ocupar um espaço que vai além da agenda tradicional de feiras de turismo. O objetivo é aproximar quem produz o destino de quem vende o destino, criando condições para que o conhecimento adquirido se transforme em comercialização.

Levar agentes para conhecer Minas é particularmente relevante nesse modelo. A experiência direta amplia o repertório do profissional e pode reduzir a distância entre a imagem de um destino e aquilo que efetivamente pode ser oferecido ao cliente.

O movimento também revela o amadurecimento da Travel Next. Ao aproximar operadoras, fornecedores, municípios, Estados e agentes, o evento passa a funcionar como uma plataforma de conexão comercial e de circulação turística. O resultado, portanto, não termina quando os estandes são desmontados.

Autor

  • Patricia Penna

    Patricia Penna é jornalista e chefe de redação do Turismo&Eventos, onde atua na produção e curadoria de conteúdos voltados ao trade turístico nacional.
    Com olhar atento às pautas do setor, participa da cobertura de destinos, eventos e tendências, contribuindo para a construção de um conteúdo informativo, atual e alinhado às transformações do turismo. Sua atuação é focada em clareza editorial, consistência e conexão com o público profissional.

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