Hotel Laghetto Château (Foto Divulgação)
Gramado entrou na temporada de inverno com um gatilho claro de demanda: temperatura de 3°C no início da semana somada ao feriado do Dia do Trabalho. O efeito foi imediato. A cidade já registra aumento de fluxo e projeta crescimento consistente na ocupação nos próximos dias.
O frio não é apenas clima. É produto turístico.
E o mercado responde rápido.
Ocupação cresce e confirma força do destino em feriados
Segundo o SindTur, a ocupação deve atingir 78% entre 1º e 3 de maio. O número confirma um padrão: feriados prolongados continuam sendo motores de fluxo para a Serra Gaúcha.
“Os feriados têm sido excelentes para Gramado. Há um acréscimo considerável de movimentação regional, o que faz com que a ocupação média da cidade suba bastante, fortalecendo a economia local e reforçando nossa projeção de que 2026 será um ano de alto fluxo de visitação em Gramado. O feriado de Primeiro de Maio também marca a abertura da Festa da Colônia de Gramado, o que qualifica ainda mais a experiência do visitante”, afirma Ricardo Bertolucci.
O evento entra como complemento. O frio é o protagonista.
Hotelaria acelera e amplia ocupação acima da média
Na rede Laghetto Hotéis, a projeção ultrapassa 90% de ocupação em 15 unidades entre Gramado e Canela.
“A chegada do frio na Serra Gaúcha sempre tem um apelo muito forte para o turismo, e neste ano não está sendo diferente. Com a queda das temperaturas, percebemos um aumento significativo na procura, especialmente de hóspedes em busca da experiência típica de inverno em Gramado e Canela, com gastronomia, lareiras e toda a atmosfera da estação”, afirma Carina Santos.
O padrão se repete: clima ativa decisão de viagem.
Gastronomia entra como eixo da experiência no frio
O aumento de fluxo também impacta restaurantes.
O Soleil Casa Perini entra no feriado com cardápio voltado para conforto térmico, com pratos como polenta crocante e gnocchi.
“Queremos oferecer uma experiência que una sofisticação e acolhimento, especialmente neste período de grande movimento em Gramado”, afirma Josiano Schmitt.
O frio muda o consumo. A gastronomia acompanha.
Parques ampliam capacidade e projetam alto fluxo
Nos atrativos, a expectativa segue o mesmo ritmo.
O Snowland projeta cerca de 9 mil visitantes no feriado. Já o Acquamotion estima público próximo de 5 mil pessoas.
“Temos neve o ano todo, e isso é uma experiência inesquecível para quem vem a Gramado. Essa magia da neve encanta, envolve e transforma o passeio”, afirma Gentil Cysneiros.
Os parques funcionam como sustentação da demanda.
Mesmo fora da alta temporada tradicional.
Entretenimento completa experiência e mantém fluxo diversificado
Outras atrações também entram na operação ampliada.
A Cara de Mau projeta alto movimento com sua proposta temática voltada para famílias.
“Estamos preparados para receber os turistas com a tradicional cordialidade pirata”, afirma Roger Wingert.
A diversidade de atrações mantém o destino ativo em diferentes perfis de público.
O que está por trás do movimento
Gramado opera com um ativo difícil de replicar no Brasil: o inverno como experiência.
A queda de temperatura funciona como gatilho emocional e acelera decisões de última hora. Combinada a feriados, amplia ocupação e ativa toda a cadeia turística.
O destino não depende apenas de eventos. Depende de atmosfera.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
Gramado reforça sua posição como principal destino de inverno do Brasil.
Destinos sem apelo climático estruturado perdem competitividade nesse período.
A combinação de frio, gastronomia e atrações indoor mantém fluxo constante.
E o principal: o turista brasileiro responde rapidamente a mudanças climáticas quando elas se transformam em experiência.

