Ônibus da Luck em Porto de Galinhas (Divulgação Luck Receptivo)
O turismo doméstico começa a mostrar outra mudança importante no comportamento do viajante brasileiro: menos roteiros fechados e mais decisões tomadas já no destino.
A Luck Receptivo decidiu transformar esse movimento em estratégia comercial. A empresa lançou uma campanha voltada à baixa temporada com 10% de desconto no chamado Pacote Flexível, produto que permite ao turista escolher os passeios apenas após chegar ao destino.
A ação acontece durante maio e junho e envolve operações da empresa em Recife, Salvador, Maceió, Natal, Aracaju, João Pessoa e Fernando de Noronha.
O movimento mostra como empresas de receptivo tentam reposicionar seu papel dentro da experiência turística, deixando de atuar apenas como fornecedoras de traslados e passeios isolados.
Flexibilidade vira argumento comercial no turismo nacional
Durante anos, o turismo de lazer trabalhou pacotes fechados com roteiros definidos antes mesmo do embarque.
Agora, parte do mercado começa a operar em lógica diferente.
Clima, maré, lotação de praias e até mudanças de comportamento do próprio viajante passaram a influenciar diretamente as decisões de consumo no destino.
Segundo Gustavo Luck, CEO do Grupo Luck, o novo perfil do turista valoriza liberdade operacional durante a viagem.
“O viajante atual quer mais autonomia e flexibilidade. Muitas vezes ele ainda não sabe exatamente o que deseja fazer no destino no momento da compra da viagem. O Pacote Flexível permite essa liberdade, trazendo praticidade, segurança e uma experiência muito mais personalizada”, afirma.
O modelo inclui traslados de chegada e saída e permite que os passeios sejam definidos posteriormente com apoio da equipe local da empresa.
Receptivos tentam ocupar espaço mais estratégico na jornada do turista
O crescimento desse tipo de produto também revela uma disputa silenciosa dentro do turismo brasileiro.
Empresas de receptivo passaram a buscar posicionamento mais amplo dentro da experiência do viajante, tentando deixar de ser apenas operação logística.
Hoje, atendimento local, suporte operacional e acompanhamento no destino se transformaram em ativos comerciais importantes.
A Luck afirma que o Pacote Flexível pode gerar economia de até 25% em comparação à compra separada de passeios e serviços.
Mas o principal diferencial não está apenas no preço.
A proposta é transformar o receptivo em uma espécie de “curadoria local” da viagem, ajustando experiências conforme condições reais encontradas pelo turista já no destino.
Nordeste continua liderando tendência de viagens adaptáveis
O Nordeste brasileiro se tornou terreno ideal para esse tipo de operação flexível.
Em destinos de praia, fatores como vento, chuva, maré e movimentação turística alteram completamente a experiência diária do visitante.
Isso faz com que muitos turistas prefiram definir passeios durante a viagem, e não semanas antes do embarque.
Para operadoras e receptivos, o modelo também aumenta capacidade de personalização e reduz frustração operacional em períodos de clima instável.
“Além de vender passeios, nosso objetivo é oferecer conveniência e tranquilidade ao cliente. O Pacote Flexível une economia, praticidade e liberdade de escolha, que são atributos cada vez mais valorizados pelo turista brasileiro”, reforça Gustavo Luck.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
A estratégia da Luck Receptivo mostra como o turismo brasileiro começa a migrar de pacotes rígidos para experiências mais adaptáveis e personalizadas.
O movimento acompanha uma transformação global no comportamento do viajante, que passou a valorizar autonomia, flexibilidade e decisões tomadas em tempo real.
Para o mercado de receptivo, isso representa uma oportunidade importante.
Empresas que conseguirem atuar como extensão da experiência do turista — e não apenas como fornecedoras de transporte e passeios — tendem a ganhar relevância comercial nos próximos anos.

