Foto: Crédito: Turismo Neuquén
A disputa pelo viajante de neve sul-americano ganhou um novo desenho. E a Neuquén entra nessa fase com estratégia mais integrada.
A província apresenta novidades para o inverno e reforça sua posição como um dos principais destinos de ski da região. O diferencial não está em um único centro. Está no conjunto.
Rota da Neve conecta montanhas e amplia permanência
O eixo da estratégia é a chamada “Rota da Neve”.
Um corredor de cerca de 100 quilômetros que conecta centros como Cerro Chapelco, Cerro Bayo e o Lago Hermoso Ski.
A proposta é simples. Permitir que o visitante combine diferentes experiências em uma mesma viagem.
Na prática, isso aumenta o tempo de permanência e diversifica o consumo dentro do destino.
Novos investimentos elevam padrão da experiência
Os investimentos acompanham esse movimento.
No Cerro Chapelco, um novo teleférico entra em operação para melhorar fluxo e conforto.
O Lago Hermoso Ski, inaugurado em 2023, aposta em perfil mais exclusivo, com menor volume de visitantes e serviço diferenciado.
Já o Cerro Bayo mantém posicionamento boutique, com foco em gastronomia e experiência familiar.
O conjunto cria opções para diferentes perfis. Do iniciante ao esquiador experiente.
Caviahue surge como alternativa de menor fluxo
No norte da província, o Caviahue Ski Resort amplia o portfólio.
Localizado aos pés do Vulcão Copahue e às margens do lago Caviahue, o destino oferece temporada mais longa e menor fluxo de turistas.
A proposta atende um perfil específico. Quem busca neve com mais tranquilidade.
Esse tipo de produto complementa a oferta e evita concentração em poucos centros.
Crescimento econômico impulsiona infraestrutura turística
O avanço do turismo acompanha o desenvolvimento da região.
A exploração de petróleo e gás em Vaca Muerta tem gerado investimentos em infraestrutura, hotelaria e conectividade.
Esse cenário amplia a capacidade de receber visitantes internacionais, incluindo o mercado brasileiro.
A estratégia passa a ser mais robusta. Não depende apenas da neve. Depende de estrutura.
Neuquén não vende apenas pistas. Vende um sistema integrado de montanha que amplia o valor da viagem.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
A estratégia de Neuquén indica uma mudança relevante no turismo de neve da América do Sul.
Destinos passam a operar de forma integrada, e não isolada, para aumentar competitividade.
A diversificação de perfis amplia o público e reduz sazonalidade dentro da própria temporada.
Para o mercado brasileiro, o destino ganha força como alternativa consolidada frente a outros polos de ski.
Operadores que estruturarem roteiros combinados tendem a capturar melhor essa demanda.

