Turismo Religioso amplia foco no viajante 60+ e entra na agenda estratégica da ExpoCatólica

Ariel Figueroa participa da ExpoCatólica 2026.

Palestra de Ariel Figueroa discutirá como o envelhecimento da população cria oportunidades para destinos, operadoras, agências e instituições religiosas

O envelhecimento da população brasileira deixou de ser apenas um indicador demográfico para se transformar em uma das principais variáveis estratégicas do turismo. Entre os segmentos diretamente impactados está o Turismo Religioso, que começa a adaptar sua oferta para um público com maior disponibilidade de tempo, capacidade de consumo e interesse por experiências que conciliem espiritualidade, cultura, bem-estar e convivência.

Ariel Figueroa participa da ExpoCatólica 2026.(Divulgação)

Esse movimento ganha espaço na programação da ExpoCatólica 2026, maior encontro de negócios do segmento católico da América Latina. No dia 23 de julho, às 16h20, o especialista em Turismo Sênior Ariel Figueroa apresentará a palestra “Experiência, espiritualidade e longevidade: o avanço do público 60+ no Turismo Religioso”, propondo uma reflexão sobre as mudanças que já começam a redesenhar esse mercado.

A discussão vai além do aumento do número de viajantes maduros. O desafio passa a ser compreender um consumidor que prioriza qualidade da experiência, segurança, acessibilidade, conforto e acolhimento. No Turismo Religioso, esses fatores influenciam desde a estrutura dos destinos até o desenho de roteiros, a capacitação das equipes e os serviços oferecidos por operadoras, agências e meios de hospedagem.

Reconhecido como uma das principais referências brasileiras em Turismo Sênior, Ariel Figueroa apresentará tendências relacionadas ao comportamento da população 60+, destacando como a longevidade está impulsionando novos modelos de negócios e ampliando o potencial econômico das viagens com propósito.

A presença do tema na ExpoCatólica sinaliza uma mudança importante para o setor. Se durante muitos anos o Turismo Religioso concentrou seus esforços na organização de romarias e peregrinações, hoje o mercado começa a incorporar conceitos ligados à economia da longevidade, criando experiências mais completas e personalizadas para um público que busca significado, conforto e qualidade de vida.

Para destinos religiosos, essa transformação representa uma oportunidade de ampliar a permanência dos visitantes, reduzir a sazonalidade e diversificar produtos. Para operadoras e agências, abre espaço para roteiros segmentados, serviços especializados e atendimento mais qualificado. Já para hotéis, restaurantes e atrativos, cresce a necessidade de investir em acessibilidade, hospitalidade e infraestrutura voltadas ao viajante maduro.

Mais do que acompanhar uma tendência demográfica, o Turismo Religioso começa a responder a uma mudança estrutural do mercado. À medida que a população brasileira envelhece, cresce também a demanda por viagens que valorizem conexões humanas, espiritualidade e experiências transformadoras — um cenário que tende a ganhar relevância nos próximos anos.

Leitura de Mercado | Turismo&Eventos

A economia da longevidade já influencia segmentos como saúde, moradia e serviços financeiros. No turismo, seus efeitos começam a aparecer com mais intensidade na segmentação de produtos e experiências. Ao incluir o viajante 60+ em sua agenda estratégica, o Turismo Religioso amplia seu potencial de crescimento e cria oportunidades para toda a cadeia produtiva. Empresas que compreenderem esse perfil antes da concorrência tendem a construir diferenciais competitivos em um mercado impulsionado por mudanças demográficas de longo prazo.

 

Autor

  • Marcos Arruda

    Marcos Arruda atua no turismo desde 1997 e é jornalista formado em 2011. É editor e fundador do Turismo&Eventos, veículo multiplataforma voltado ao trade turístico nacional e internacional.
    Com base em São Paulo, acompanha de perto os movimentos do setor, com cobertura de destinos, companhias aéreas, hotelaria e eventos no Brasil e no exterior. Sua atuação é marcada por análise de mercado, leitura estratégica e produção de conteúdo voltado à tomada de decisão no turismo.

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