Especialistas recomendam incluir a proteção desde a compra das passagens; custo representa, em média, menos de 3% do orçamento da viagem – Foto Magnific
Com quatro feriados prolongados previstos até o fim de 2026, muitos brasileiros já começam a organizar as próximas viagens. Datas como 7 de Setembro, 12 de Outubro, 2 de Novembro e 20 de Novembro tradicionalmente impulsionam o turismo doméstico e internacional, aumentando a procura por passagens, hospedagem e pacotes turísticos. Nesse cenário, especialistas alertam para um item que ainda costuma ficar fora do planejamento de parte dos viajantes: o seguro-viagem.
Embora represente, em média, menos de 3% do custo total da viagem, o serviço pode evitar prejuízos financeiros provocados por situações inesperadas, como emergências médicas, acidentes, cancelamentos, extravio de bagagem, perda de conexões e necessidade de retorno antecipado.
A recomendação do mercado é que o seguro deixe de ser visto como um custo adicional e passe a integrar o planejamento da viagem desde o momento da compra.
Proteção vai além das exigências internacionais
Durante muitos anos, o seguro-viagem esteve associado principalmente às viagens internacionais, especialmente para destinos que exigem cobertura obrigatória para entrada no país.
Hoje, porém, a percepção do setor é diferente.
Segundo Rafael Turra, diretor da Vitalcard, empresa do Grupo Schultz especializada em seguro-viagem, a proteção passou a atender diferentes perfis de viajantes, independentemente da distância ou da duração do roteiro.
“O seguro-viagem deixou de ser um item voltado apenas para quem viaja ao exterior. Hoje, ele é uma ferramenta de proteção financeira e assistência para diferentes perfis de viajantes e modalidades de viagem, desde um fim de semana em outro estado até uma viagem internacional.”
De acordo com o executivo, a escolha da cobertura deve considerar fatores como idade do viajante, tempo de permanência no destino e atividades que serão realizadas durante a viagem.
Cobertura reduz impactos de imprevistos
Além da assistência médica, os planos atuais oferecem uma série de serviços que podem minimizar transtornos durante a viagem.
Entre as coberturas disponíveis estão assistência farmacêutica, localização de bagagem, indenização por cancelamento ou interrupção da viagem, orientação em caso de perda de documentos e atendimento 24 horas em português.
Esses serviços tornam-se especialmente relevantes em períodos de maior movimentação turística, quando aeroportos, rodovias e destinos operam com fluxo elevado de passageiros.
Segundo a Vitalcard, contratar o seguro simultaneamente à compra das passagens ou da reserva da hospedagem permite que toda a viagem esteja protegida desde o início do planejamento.
“O investimento costuma representar uma pequena parcela do orçamento total da viagem, mas pode fazer toda a diferença quando surge um imprevisto”, destaca Rafael Turra.
Crescimento das viagens amplia demanda por proteção
O calendário de feriados prolongados tradicionalmente movimenta o mercado turístico brasileiro, estimulando viagens de curta duração e aumentando o volume de embarques em todo o país.
Nesse contexto, a procura por seguros tende a crescer à medida que os consumidores passam a compreender que a proteção não está relacionada apenas à obrigatoriedade em alguns destinos internacionais, mas à redução de riscos financeiros durante toda a experiência de viagem.
Com mais de duas décadas de atuação, a Vitalcard informa já ter protegido mais de 10 milhões de viajantes e comercializa seus produtos por meio de mais de 12 mil agências de viagens e corretoras de seguros em todo o Brasil.
Leitura de mercado
O fortalecimento do turismo de lazer, impulsionado pelos feriados prolongados e pela retomada das viagens de curta duração, vem ampliando a importância do seguro-viagem dentro da cadeia turística. Mais do que um requisito para determinados destinos internacionais, o serviço passa a ser percebido como uma ferramenta de gestão de riscos, oferecendo proteção financeira tanto ao viajante quanto às agências de viagens. Para o trade, esse movimento representa uma oportunidade de agregar valor ao atendimento, incentivar práticas de planejamento responsável e ampliar a oferta de serviços complementares que fortalecem a experiência do consumidor.

