Awasi mantém cinco propriedades nas MICHELIN Keys e eleva Santa Catarina a duas chaves

Foto: Via assessoria

Lodge brasileiro avança na seleção de 2026, enquanto Awasi Patagonia preserva a classificação máxima de três chaves

O Grupo Awasi manteve, em 2026, todas as cinco propriedades sul-americanas reconhecidas pelo Guia Michelin na seleção MICHELIN Keys. O principal movimento desta edição está no Brasil: o Awasi Santa Catarina, antigo Ponta dos Ganchos, passou de uma para duas chaves, classificação atribuída a hotéis que proporcionam uma estadia considerada excepcional pelo guia.

A nova configuração mantém o Awasi Patagonia, no Chile, com três chaves, a classificação máxima da seleção. Awasi Atacama, no Chile, Awasi Mendoza, na Argentina, e Awasi Iguazú, também na Argentina, permanecem com duas chaves.

A evolução do empreendimento brasileiro ocorre após sua estreia na seleção anterior, quando recebeu uma chave. Localizado em uma península de 80 mil metros quadrados de Mata Atlântica preservada, o Awasi Santa Catarina trabalha com villas privativas, serviço personalizado e experiências organizadas de acordo com os interesses e o ritmo de cada hóspede.

O reconhecimento do Michelin coloca o hotel em uma categoria na qual a experiência de hospedagem é avaliada de maneira mais ampla, considerando não apenas estrutura e conforto, mas também a relação da propriedade com o território e a maneira como o serviço é construído.

“Receber novamente as MICHELIN Keys em todas as nossas propriedades e, especialmente, ver o Awasi Santa Catarina avançar para duas chaves é um reconhecimento muito significativo para todo o grupo”, afirma Nicolas Peluffo, CEO do Grupo Awasi. Segundo o executivo, a avaliação reforça uma proposta de hospitalidade associada ao território, às pessoas e à criação de experiências consideradas genuínas em cada destino.

O que as MICHELIN Keys avaliam

Criadas em 2025, as MICHELIN Keys são a distinção do Guia Michelin voltada exclusivamente à hotelaria. Diferentemente das estrelas utilizadas na gastronomia, a seleção trabalha com uma, duas ou três chaves.

A avaliação considera cinco dimensões: arquitetura e design de interiores; qualidade e consistência do serviço; personalidade e caráter; relação entre experiência e preço; e contribuição da propriedade para a experiência do hóspede dentro de seu contexto.

O processo é realizado de forma independente pelos avaliadores do Guia Michelin, seguindo critérios próprios. A classificação máxima de três chaves é atribuída às propriedades consideradas especialmente excepcionais dentro da seleção.

No caso do Awasi, a manutenção das cinco propriedades na seleção também evidencia a consistência de uma proposta que se repete em diferentes territórios sem utilizar exatamente o mesmo produto.

Uma mesma proposta adaptada a diferentes territórios

O grupo opera cinco lodges no Chile, na Argentina e no Brasil, todos estruturados exclusivamente com villas individuais. Um dos elementos centrais do modelo é a oferta de guia e veículo particulares, permitindo que os itinerários sejam definidos de acordo com os interesses e o ritmo de cada hóspede.

A experiência, portanto, não está concentrada apenas na estrutura física do lodge. O destino passa a integrar diretamente o produto de hospedagem, seja pela exploração da paisagem, pelas atividades ou pela relação com a cultura e os ingredientes locais.

A gastronomia segue a mesma lógica. Como integrante da Relais & Châteaux, o grupo trabalha ingredientes sazonais e de origem local em propostas desenvolvidas pelas equipes de cada propriedade, estabelecendo uma conexão entre cozinha e território.

No Brasil, essa estratégia encontra no Awasi Santa Catarina uma combinação entre Mata Atlântica, litoral e hospedagem de alto padrão. A passagem de uma para duas MICHELIN Keys coloca o empreendimento em um patamar superior dentro da avaliação de 2026, sem alterar a lógica central do produto: transformar o próprio território em parte da experiência de hospedagem.

Leitura de Mercado | Turismo&Eventos

A presença das cinco propriedades do Awasi nas MICHELIN Keys mostra como a hotelaria de luxo vem sendo avaliada também pela capacidade de construir experiências relacionadas ao destino. Estrutura, serviço e design continuam importantes, mas a conexão entre hospedagem, paisagem, gastronomia e cultura passa a ter peso na percepção de valor.

Para o turismo de luxo na América do Sul, esse modelo reforça a importância de produtos que não funcionam apenas como hospedagem sofisticada, mas como porta de entrada para territórios específicos. A evolução do Awasi Santa Catarina é um exemplo de como um empreendimento brasileiro pode ganhar relevância internacional ao combinar natureza preservada, serviço personalizado e experiências vinculadas ao destino.

Autor

  • Patricia Penna

    Patricia Penna é jornalista e chefe de redação do Turismo&Eventos, onde atua na produção e curadoria de conteúdos voltados ao trade turístico nacional.
    Com olhar atento às pautas do setor, participa da cobertura de destinos, eventos e tendências, contribuindo para a construção de um conteúdo informativo, atual e alinhado às transformações do turismo. Sua atuação é focada em clareza editorial, consistência e conexão com o público profissional.

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