Imagem ilustrativa de perspectiva
Cotia (SP) entra no radar de um movimento que vem ganhando força nos parques brasileiros: a blindagem da operação contra o clima. É nesse contexto que o Thermas da Mata Parque & Hotel marca para 11 de outubro a abertura do Aqualume, estrutura indoor que combina parque aquático, cenografia e tecnologia em um único ambiente.
Com mais de 2 mil metros quadrados, o espaço foi desenhado para funcionar o ano inteiro — um ponto sensível para parques abertos que dependem de temperatura e sol para manter fluxo e receita. A proposta aqui não é apenas ampliar o portfólio, mas estabilizar demanda.
Ao entrar no Aqualume, o visitante encontra um ambiente fechado que simula um universo subaquático. Painéis de LED, iluminação cênica e cenários temáticos conduzem a experiência, que mistura lazer aquático com estímulos visuais contínuos — uma lógica já consolidada em mercados internacionais, mas ainda pouco explorada no Brasil.
A operação foi estruturada para absorver volume. São até 800 pessoas simultaneamente em um circuito que inclui playground aquático de dois andares, três novos toboáguas, piscina com mais de 300 metros quadrados e um rio lento de 130 metros que percorre toda a área. O desenho favorece permanência mais longa e circulação distribuída, reduzindo gargalos.
Há também um palco com estrutura para apresentações com efeitos de luz e LED, além de ponto de alimentação temático integrado ao conceito da atração. Não é um detalhe: entretenimento e consumo passam a caminhar juntos dentro do mesmo ambiente, ampliando ticket médio.
O movimento reposiciona o Thermas da Mata dentro de uma lógica de parque-resort. Em uma área de 200 mil metros quadrados cercada por mata nativa, o complexo já operava com atrações como a Praia da Mata — com piscina de ondas aquecida a 36°C —, brinquedos radicais e áreas infantis. O hotel, com 88 acomodações entre chalés e suítes, completa a proposta de permanência.
A entrada do Aqualume adiciona um novo eixo: previsibilidade. Em vez de depender exclusivamente de picos sazonais e clima favorável, o empreendimento passa a operar com maior controle sobre a experiência e o fluxo ao longo do ano.
Leitura de Mercado | Turismo&Eventos
Quem ganha: o Thermas da Mata, que reduz vulnerabilidade climática e amplia receita por visitante; famílias, que passam a ter opção consistente em qualquer estação.
Quem perde: parques exclusivamente outdoor, pressionados a rever investimentos para manter competitividade.
O que muda: o modelo de parque aquático começa a incorporar lógica de entretenimento indoor, com tecnologia e experiência imersiva como diferencial.
Oportunidade: fornecedores de cenografia, iluminação e tecnologia ganham espaço; operadores e agentes podem vender o destino com menos risco climático.
Serviço
Aqualume – Thermas da Mata Parque & Hotel
Inauguração prevista para: 11 de outubro
Área: 2 mil m² (coberta)
Capacidade: 800 visitantes/dia
Atrações: playground aquático de dois andares, três novos toboáguas, piscina com mais de 300 m², rio lento de 130 metros, palco com painéis de LED e ponto de alimentação temático.
Mais informações: thermasdamata.com.br.

