Evento reuniu agentes de viagens para apresentar a maior temporada da história da MSC no Brasil – Rafael Grosso e Ignacio Palacios da MSC Cruzeiros Brasil (Foto: Marcos Arruda)
O crescimento dos cruzeiros mudou de eixo. Não basta ter mais navios. É preciso transformar interesse em venda.
Foi com esse foco que a MSC Cruzeiros reuniu agentes de viagens em São Paulo durante o Conexão MSC 2026, realizado no Hotel Renaissance São Paulo. O encontro deixou claro: a expansão passa pelo trade.
A companhia saiu do discurso institucional e entrou na operação. O objetivo é direto. Aumentar conversão.
MSC reposiciona comunicação e passa a vender experiência
A mudança começa pela forma de comunicar.
Com a campanha global “As férias da sua vida”, a MSC deixa de focar atributos técnicos e passa a trabalhar memória, emoção e percepção de valor.
Durante o evento, Ignacio Palacios, diretor de vendas e Revenue sintetizou a virada: “As viagens não são apenas planejamento. São momentos que permanecem.”
Não é apenas uma campanha. É ajuste de narrativa para um consumidor que decide menos por preço e mais por significado.

Frota cresce e amplia alcance global da MSC
A escala da operação sustenta o movimento.
A MSC opera hoje com 25 navios e projeta chegar a 35 até 2035. A meta é atingir 9 milhões de hóspedes por ano.
Parte desse crescimento passa pela Explora Journeys, braço de luxo do grupo, que deve alcançar seis navios até 2028.
Rafael Grosso, gerente comercial MSC destacou o momento: “Vivemos um dos ciclos mais acelerados da indústria.”
O avanço não é apenas quantitativo. Ele amplia posicionamento e cobertura de mercado.
Temporada MSC Brasil 2026 2027 será a maior da história
O Brasil ganha protagonismo dentro da estratégia global.
A temporada 2026/2027 contará com cinco navios, oito portos de embarque e ampliação de roteiros.
O destaque é o MSC Virtuosa, que estreia como o maior da operação no país.
Outro ponto relevante é o MSC Musica, que chega renovado e passa a contar com o MSC Yacht Club.
Segundo Palacios:“Essa será a melhor temporada da história da MSC na América do Sul.”
A companhia amplia capacidade e, ao mesmo tempo, eleva o nível da entrega..

Produto se expande para capturar diferentes perfis
A MSC trabalha com amplitude de público.
São mais de 28 tipos de acomodação, além de gastronomia internacional, entretenimento e tecnologia embarcada.
O MSC Yacht Club segue como produto de maior valor agregado, com alta fidelização e maior rentabilidade.
A lógica é clara. Atender desde o passageiro de entrada até o cliente premium dentro da mesma operação.

Agente de viagens passa a ser peça central da venda
O evento deixou evidente a mudança na estratégia comercial.
A MSC estruturou pacotes com aéreo, condições facilitadas e campanhas desenhadas para venda assistida.
Rafael Grosso foi direto: “O crescimento da MSC no Brasil passa pelos agentes.”
Além da temporada nacional, a companhia reforçou produtos no Caribe, Mediterrâneo, Alasca e Ásia.
O Conexão MSC funcionou como alinhamento entre produto e execução comercial.
A MSC não apresentou apenas uma temporada maior. Apresentou um modelo de venda mais eficiente.
Ao integrar produto, comunicação e canal de distribuição, a companhia tenta resolver o principal desafio do setor: converter demanda em receita.
O movimento indica maturidade comercial. Escala sem estratégia já não sustenta crescimento.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
A MSC desloca a competição do produto para a conversão. Isso pressiona concorrentes que ainda operam focados apenas em capacidade.
O Brasil ganha peso real na estratégia global. Mais navios e mais portos aumentam a disputa por passageiros e por share de vendas.
A valorização do agente de viagens revela uma mudança estrutural. A distribuição qualificada passa a ser tratada como ativo estratégico, não apenas canal operacional.
Companhias que conectarem produto, comunicação e execução comercial com consistência tendem a gerar mais receita por cliente.

