Reforma Tributária exige adaptação das empresas do turismo às novas regras e aos procedimentos fiscais durante o período de transição. (Imagem:blog.icatuseguros.com.br)
SindeturSP promove palestra em São Paulo para explicar impactos da CBS e do IBS, período de transição e mudanças para empresas e entidades sem fins lucrativos.
A Reforma Tributária sobre o consumo já entrou na fase de implementação e começa a exigir mudanças na rotina fiscal das empresas. Para o setor de turismo, os efeitos envolvem desde a adaptação de sistemas e documentos fiscais até regras específicas para agências de viagens, hotelaria e parques.
É nesse contexto que o Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (SindeturSP) promove nesta quinta-feira (13), em São Paulo, a palestra “Reforma Tributária | Impactos para o Setor de Turismo e Associações sem Fins Lucrativos”. O encontro terá apoio da FecomercioSP, Sesc-SP e Senac-SP e poderá ser acompanhado presencialmente ou de forma online.
A palestra será conduzida por Sarina Manata, assessora da FecomercioSP, que apresentará as principais mudanças da Reforma Tributária e seus efeitos sobre empresas e entidades do setor. O objetivo é traduzir as novas regras para situações práticas que deverão fazer parte da rotina de gestores das áreas financeira, contábil e jurídica.
CBS e IBS mudam a lógica da tributação sobre o consumo
A transição para o novo sistema envolve a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirão gradualmente tributos atualmente incidentes sobre o consumo. Em 2026, o sistema está em fase de teste e adaptação, enquanto a transição para o novo modelo ocorrerá progressivamente nos anos seguintes.
Para as empresas de turismo, a mudança exige atenção não apenas às alíquotas, mas também aos processos internos. A emissão de documentos fiscais, a apropriação de créditos tributários e o tratamento das operações passam a exigir adequações de sistemas e procedimentos. A Receita Federal já estabeleceu obrigações relacionadas ao destaque de CBS e IBS nos documentos fiscais eletrônicos em 2026.
Durante a palestra, também serão abordados o cronograma da transição, a tributação no destino, as regras de créditos tributários e não cumulatividade e o funcionamento do split payment, mecanismo que prevê a segregação e o recolhimento dos tributos no momento da liquidação financeira da operação.
Turismo terá regras específicas durante a transição
A programação inclui ainda os regimes específicos aplicáveis às agências de turismo, aos serviços de hotelaria e aos parques. A discussão ganha importância porque diferentes atividades da cadeia turística terão regras próprias dentro do novo sistema tributário.
Outro ponto será o tratamento das empresas optantes pelo Simples Nacional. A legislação permite que empresas desse regime avaliem a opção de apurar IBS e CBS pelo regime regular, o que torna a análise tributária uma decisão relevante para determinados negócios.
As associações sem fins lucrativos também estarão entre os temas discutidos. Para essas entidades, compreender as novas regras e seus efeitos é importante para evitar problemas de conformidade e adequar processos administrativos e financeiros ao novo cenário.
Transição exige planejamento das empresas
A principal mudança para o setor não está apenas nos novos tributos, mas na necessidade de preparar sistemas, contratos, controles financeiros e processos internos para uma transição que se estenderá por vários anos.
Para empresas de turismo, antecipar essa preparação pode reduzir riscos operacionais e permitir que decisões sobre preços, contratos e estrutura tributária sejam tomadas com maior previsibilidade. Em um setor que trabalha com diferentes fornecedores, intermediários e modelos de comercialização, a adaptação também envolve a relação entre os diversos participantes da cadeia.
Leitura de Mercado | Turismo&Eventos
A Reforma Tributária transforma uma questão que tradicionalmente fica concentrada nas áreas contábil e fiscal em um tema de gestão para as empresas de turismo. Mudanças em créditos, fluxo financeiro, emissão fiscal e regimes específicos podem afetar custos, contratos e formação de preços.
Para o setor, o principal desafio será atravessar a transição sem tratar 2026 apenas como um período de adaptação técnica. A preparação antecipada pode reduzir riscos e dar às empresas melhores condições para avaliar impactos sobre margem, preços e relacionamento com fornecedores e clientes.
Serviço
Palestra: Reforma Tributária | Impactos para o Setor de Turismo e Associações sem Fins Lucrativos
Data: 13 de agosto de 2026
Horário: 9h30
Local: Torre 2000 — Rua dos Pinheiros, 870, Auditório do Mezzanino — São Paulo/SP
Modalidade: presencial ou online
Inscrições: gratuitas, com vagas limitadas.

