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Porto Seguro entra em uma nova fase da sua estratégia internacional. O destino abriu negociação direta com a American Airlines para viabilizar uma conexão com os Estados Unidos, com operação via São Paulo.
A articulação aconteceu em Miami, onde o secretário de Turismo, Guto Jones, participou de reuniões com executivos da companhia e representantes do trade. É a primeira vez que o destino estrutura uma ativação consistente no mercado norte-americano.
Conectividade vira eixo central da estratégia internacional
O movimento mira um gargalo histórico.
Porto Seguro tem força doméstica consolidada, mas baixa conectividade internacional direta. A solução desenhada passa por integração.
A proposta envolve rotas entre Miami, Nova York e Porto Seguro, com conexão em São Paulo, apoiada pela Gol Linhas Aéreas.
O modelo aposta no hub paulista como ponto de distribuição.
“O Estado de São Paulo é o maior hub da American Airlines no Brasil”, explica Luis Sobrinho. Ele destaca o potencial de combinar a viagem com stopover na capital paulista.
Stopover entra como produto e amplia valor da viagem
A estratégia não se limita ao transporte.
Inclui experiência.
O stopover em São Paulo permite ao turista internacional consumir dois destinos em uma única viagem. Isso aumenta permanência e gasto médio.
Para o trade, abre espaço para novos pacotes integrados.
Ações em campo reforçam presença no mercado dos EUA
Além da negociação aérea, Porto Seguro executou ações diretas com operadoras e agentes em Miami e Nova York.
Capacitações, rodadas de negócios e campanhas promocionais entraram na agenda.
“Estamos estruturando conexões estratégicas para ampliar nossa presença global”, afirma Guto Jones.
Já há novas ações previstas para o segundo semestre.
Movimento reposiciona destino no mapa internacional
A entrada no mercado norte-americano muda o patamar competitivo.
Os EUA são um dos principais emissores globais. E ainda pouco explorados por Porto Seguro.
A parceria com uma companhia do porte da American Airlines acelera esse processo.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
Porto Seguro ataca o ponto mais crítico da sua internacionalização: acesso.
Sem voo estruturado, destino não escala.
Ao usar São Paulo como hub e integrar com a Gol, o destino cria um modelo viável antes de buscar operação direta.
Isso pressiona outros destinos brasileiros a estruturarem conectividade com inteligência, não apenas depender de voos diretos.
Quem dominar o fluxo via hubs internacionais amplia presença global mais rápido.

