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O turismo internacional voltou a ganhar peso real dentro da economia brasileira.
Os gastos de turistas estrangeiros no Brasil atingiram R$ 20,2 bilhões entre janeiro e abril de 2026, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil.
O resultado reforça um movimento que o setor vinha acompanhando desde o início do ano: o avanço simultâneo da entrada de visitantes internacionais e do aumento do ticket médio de consumo no país.
Somente em abril, os turistas estrangeiros movimentaram R$ 4,19 bilhões na economia brasileira, alta de 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Turismo internacional ganha peso econômico
Os números fortalecem um dos principais objetivos atuais do turismo brasileiro: ampliar a entrada de divisas internacionais por meio do turismo receptivo.
Na prática, o crescimento impacta diretamente setores como hotelaria, aviação, gastronomia, receptivo, comércio, mobilidade urbana e entretenimento.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, comemorou o desempenho.
“O turismo brasileiro vive um momento especial, com estatísticas positivas em todos os segmentos. Mais do que movimentar aeroportos, hotéis e restaurantes, o turismo transforma a realidade de milhares de brasileiros”, afirmou.
China entra no radar estratégico do Brasil
A divulgação dos números acontece em paralelo a uma ofensiva internacional do Brasil no mercado chinês.
Durante agenda oficial em Xangai, o Ministério do Turismo iniciou negociações com a China Eastern Airlines para abertura de novas rotas aéreas entre os dois países.
O governo brasileiro também iniciou tratativas com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagens do mundo.
A estratégia busca ampliar a presença dos destinos brasileiros dentro do ecossistema digital chinês, considerado hoje um dos mercados emissores mais estratégicos do turismo global.
Outro movimento envolve aproximação com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que reúne mais de 3 mil empresas.
Turismo receptivo entra em nova disputa global
O avanço do gasto estrangeiro acontece em um momento de forte disputa internacional por visitantes de alto consumo.
Destinos passaram a competir não apenas por volume de turistas, mas principalmente por permanência média, experiências premium e capacidade de gasto.
No caso brasileiro, o crescimento também reflete melhora de conectividade aérea internacional, fortalecimento do turismo de natureza e maior exposição do país em mercados estratégicos.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
O crescimento dos gastos internacionais mostra que o turismo receptivo voltou a ganhar relevância econômica no Brasil.
Mais importante do que apenas aumentar chegada de turistas é elevar o volume financeiro deixado no país.
O dado de R$ 20,2 bilhões reforça justamente essa mudança.
Outro ponto estratégico é a entrada da China como prioridade dentro da política de promoção internacional brasileira.
O mercado chinês possui um dos maiores potenciais globais de emissão turística, especialmente no segmento de alto consumo.
Se houver avanço real na conectividade aérea entre Brasil e China, o impacto pode atingir diretamente hotelaria premium, turismo de luxo, compras, gastronomia e experiências de natureza.
A movimentação também confirma uma mudança importante no turismo global: destinos passaram a disputar não apenas visitantes, mas atenção dentro das plataformas digitais internacionais de viagem.
Hoje, visibilidade digital vale quase tanto quanto conectividade aérea.

