Cyan Resort revela como personalização e experiência estão redefinindo os eventos corporativos

Wellington Sanches  –  Gestor de Eventos Operacional  e Administrativo – Foto: Cyan Resort 

O turismo de negócios vive uma virada importante. Mais do que estrutura, o mercado passa a valorizar experiência, personalização e conexão real entre marcas e participantes.

Para entender esse cenário, conversamos com Wellington Sanches, gestor operacional e administrativo de eventos do Cyan Resort by Atlantica.


1. O turismo de negócios vem passando por mudanças importantes nos últimos anos. Na sua visão, o que hoje define um empreendimento competitivo no segmento MICE?

Hoje, eu acredito que a definição de um empreendimento competitivo no segmento MICE vai muito além da estrutura física e da localização.

Ter espaços versáteis, bem equipados e com capacidades variadas é essencial para estruturar um evento. Mas, com toda certeza, o grande diferencial está na personalização dos serviços e na capacidade de adaptação do empreendimento.

Um empreendimento competitivo é aquele que consegue unir estrutura e serviços, proporcionando não apenas um evento, mas uma experiência completa e única.


2. O Cyan Resort é um destino muito procurado para eventos e convenções corporativos. Como vocês equilibram a estrutura de lazer com as demandas mais técnicas do público de negócios?

Nossa proposta é unir o melhor dos dois mundos. A eficiência que o público corporativo precisa junto com a experiência proporcionada por uma estrutura completa de lazer.

Mais do que oferecer espaços, nosso olhar está voltado para as pessoas. Nossa equipe se dedica a entender o perfil de cada cliente e adaptar cada detalhe da operação conforme o propósito do evento, seja ele mais técnico, institucional ou voltado a viagens de incentivo e premiações.


3. Hoje, muitas empresas buscam experiências que vão além da reunião tradicional. Como o Cyan transforma eventos corporativos em experiências mais completas e memoráveis?

Nosso time tem a consciência de que o nosso diferencial está na forma como acolhemos nossos clientes.

Construir um bom relacionamento, com sinergia entre clientes, fornecedores e nosso time operacional, é essencial para o sucesso do nosso negócio.

A personalização se tornou indispensável. Cada empresa que nos procura busca um evento único. Quando entendemos o objetivo e a experiência que o cliente quer transmitir, nosso time entra com a expertise para operacionalizar da melhor forma e garantir que as expectativas sejam atendidas e, muitas vezes, superadas.


4. A localização próxima a São Paulo pode ser considerada um diferencial estratégico. De que forma isso impacta a decisão de empresas e organizadores na escolha do resort?

Nossa localização é, sem dúvida, um dos nossos principais diferenciais.

Estar próximo a São Paulo permite que as empresas tenham fácil acesso ao nosso resort, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento e facilitando a logística dos participantes.

Eu acredito que a localização impacta diretamente na tomada de decisão dos organizadores, principalmente quando falamos de eventos corporativos que exigem praticidade e otimização de tempo.

Além disso, a proximidade contribui também com o budget geral do evento. A logística passa a ser terrestre, o que elimina a necessidade de longas viagens. Também temos a facilidade de acesso aos principais aeroportos do estado de São Paulo.


5. Quais são hoje os principais perfis de eventos que o Cyan recebe e como vocês adaptam a operação para atender demandas tão diferentes dentro do mesmo espaço?

Hoje, o perfil dos nossos clientes é formado, principalmente, por empresas que buscam exclusividade de espaço e um atendimento altamente personalizado.

Recebemos uma variedade ampla de eventos corporativos, como convenções, treinamentos e lançamentos de produtos. Isso nos desafia diariamente a manter um elevado padrão de excelência e eficiência operacional.

Um dos nossos principais diferenciais está justamente na capacidade de adaptação da operação conforme o perfil e os objetivos de cada cliente.

Já conduzimos, por exemplo, eventos simultâneos com propostas completamente distintas. Enquanto um grupo demandava uma programação mais técnica, com foco em conteúdo e reuniões formais, outro buscava uma experiência mais dinâmica, com atividades de integração e uso das áreas de lazer do resort.


6. Olhando para os próximos anos, quais tendências você acredita que vão impactar diretamente o turismo de negócios e como o Cyan está se preparando para esse cenário?

Olhando para os próximos anos, nosso foco é antecipar as necessidades do mercado e oferecer soluções que acompanhem a evolução do perfil dos clientes, mantendo sempre a excelência na entrega.

Acredito que a personalização tende a se tornar ainda mais relevante, com eventos desenhados sob medida para refletir a cultura e os objetivos de cada empresa.

Para o mercado de eventos não existe um padrão a ser seguido. As empresas estão buscando eventos mais estratégicos, que gerem engajamento real, conexões significativas e experiências que vão além do conteúdo técnico.

Outro ponto importante é a valorização do bem-estar e da experiência do participante como um todo. Isso inclui contato com a natureza e ambientes que estimulem criatividade e produtividade.


Leitura do Mercado | Turismo&Eventos

A fala de Wellington Sanches traduz com clareza o novo momento do MICE no Brasil. O setor sai de um modelo operacional e entra definitivamente em uma lógica estratégica.

Eventos deixam de ser encontros pontuais e passam a ser ferramentas de cultura corporativa, engajamento e posicionamento de marca. Nesse cenário, estrutura deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito.

O que define competitividade agora é a capacidade de personalização, a flexibilidade operacional e, principalmente, a entrega de experiência.

Resorts próximos a grandes centros, como o Cyan, ganham espaço ao resolver duas dores do mercado. Logística e ambiente. Reduzem custo, facilitam acesso e ainda entregam um cenário que favorece conexão, criatividade e produtividade.

Para o trade, o movimento é claro. Quem continuar vendendo evento como produto básico tende a perder espaço. Quem conseguir vender experiência integrada, com estratégia, tem vantagem real.

O MICE evoluiu. E não volta mais ao modelo antigo.

Autor

  • Patricia Penna

    Patricia Penna é jornalista e chefe de redação do Turismo&Eventos, onde atua na produção e curadoria de conteúdos voltados ao trade turístico nacional.
    Com olhar atento às pautas do setor, participa da cobertura de destinos, eventos e tendências, contribuindo para a construção de um conteúdo informativo, atual e alinhado às transformações do turismo. Sua atuação é focada em clareza editorial, consistência e conexão com o público profissional.

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