É a primeira vez na história que o Brasil ultrapassa a marca de 42 milhões de passageiros de janeiro a maio / Foto: MTur
O transporte aéreo brasileiro alcançou um novo marco histórico em 2026. Entre janeiro e maio, mais de 42 milhões de passageiros embarcaram em voos domésticos, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica da aviação nacional.
Os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e compilados pelo Ministério do Turismo mostram que 42 milhões de pessoas viajaram pelo Brasil nos cinco primeiros meses do ano, resultado 6% superior aos 39,8 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025.
É a primeira vez que o país ultrapassa essa marca no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, consolidando um dos momentos mais positivos da aviação e do turismo nacional.
Maio também estabelece novo recorde
O crescimento não ocorreu apenas no acumulado do ano.
Em maio, a movimentação doméstica atingiu 8,31 milhões de passageiros, superando em 2% os 8,16 milhões registrados no mesmo mês de 2025.
O resultado representa o maior volume mensal já contabilizado para maio desde o início da série histórica, iniciada em 2000.
A performance reforça a recuperação consistente do setor e demonstra que a demanda por viagens aéreas continua avançando em diferentes regiões do país.
Turismo doméstico impulsiona crescimento
O avanço da movimentação aérea acompanha o fortalecimento do turismo interno, que vem registrando crescimento contínuo nos últimos anos.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números refletem um ambiente mais favorável para o consumo de viagens e para a circulação de turistas entre os destinos brasileiros.
“Os números refletem o excelente momento que o turismo brasileiro vive atualmente. Significa que o brasileiro está com mais confiança, mais renda e mais desejo de conhecer as belezas do seu próprio país. Cada avião cheio representa hotéis movimentados, restaurantes trabalhando a pleno vapor, o comércio local aquecido e, o mais importante, geração de emprego e renda, desde as grandes capitais até os pequenos municípios turísticos”, afirmou.
Segundo o ministro, o desempenho também é resultado das ações de fortalecimento dos destinos turísticos, da ampliação da conectividade aérea e de iniciativas voltadas à democratização das viagens.
Mercado internacional também cresce
O desempenho positivo não ficou restrito ao mercado doméstico.
Os voos internacionais registraram 12,8 milhões de passageiros entre janeiro e maio de 2026, crescimento de 10% em comparação aos 11,6 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado.
Apenas em maio, foram registrados 2,23 milhões de passageiros internacionais, contra 2,13 milhões em maio de 2025, avanço de 5%.
Assim como ocorreu no mercado doméstico, os números internacionais representam recordes históricos tanto para o acumulado do ano quanto para o mês de maio.
Turismo e aviação avançam juntos
O crescimento simultâneo da movimentação doméstica e internacional reforça a relação direta entre a expansão da aviação e o desempenho do turismo brasileiro.
Com mais voos e maior conectividade, destinos conseguem ampliar seu alcance, atrair visitantes e movimentar setores como hotelaria, alimentação, transporte terrestre, comércio e entretenimento.
O resultado também evidencia o papel estratégico da aviação para a integração regional e para o fortalecimento da atividade econômica em diferentes partes do país.
Leitura de Mercado
O recorde de 42 milhões de passageiros domésticos mostra que a aviação voltou a ocupar um papel central na dinâmica do turismo brasileiro.
Mais do que um indicador de mobilidade, o número revela aumento da confiança do consumidor e maior circulação de renda dentro do país.
O crescimento dos voos internacionais, ao mesmo tempo, sinaliza que o Brasil continua ganhando relevância no cenário global e ampliando sua capacidade de atrair visitantes estrangeiros.
Se o ritmo for mantido ao longo do segundo semestre, 2026 tem potencial para se consolidar como um dos anos mais fortes da história recente da aviação nacional.

