Azul completa 10 anos em Portugal com mais de 2,5 milhões de passageiros transportados

Foto: Divulgação Azul

Companhia iniciou operação europeia por Lisboa, em 2016, e hoje conecta o Brasil também ao Porto, com acesso a mais de 60 destinos a partir de Campinas

A relação da Azul com Portugal completa uma década em 2026, marcada por mais de 2,5 milhões de Clientes transportados e 10,4 mil voos realizados entre Brasil e Portugal. A operação começou por Lisboa, em 2016, quando a capital portuguesa se tornou a porta de entrada da companhia no mercado europeu. Desde o ano passado, a ligação também inclui o Porto.

Ao longo desses dez anos, Lisboa permaneceu como o principal eixo da operação portuguesa da Azul. A rota entre a capital do país e o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), concentrou mais de 2,3 milhões de passageiros e mais de 9,5 mil voos desde o início da operação.

Atualmente, a companhia oferece 102 voos mensais, considerando os dois sentidos, entre Lisboa e Campinas, com mais de 29 mil assentos disponibilizados no período. Além da conexão direta com São Paulo, a operação ganha relevância pela malha doméstica e internacional da Azul a partir de Viracopos, que permite aos passageiros portugueses seguir para mais de 60 destinos atendidos pela companhia.

Porto acrescenta uma segunda porta de entrada

A expansão para o Porto criou uma alternativa à chegada pela capital portuguesa. A cidade, localizada no norte de Portugal, passou a ser conectada pela Azul a Campinas e Recife em junho de 2025.

Desde o início dessas operações, a companhia informa ter transportado mais de 218,5 mil passageiros e realizado 917 voos entre o Porto e o Brasil.

Atualmente, são 36 voos mensais e aproximadamente 9,2 mil assentos, considerando chegadas e partidas. A partir de Recife, os passageiros portugueses também encontram acesso à rede da companhia, que conta com 33 rotas nacionais e internacionais.

A inclusão do Porto na operação modifica a estrutura da conectividade entre os dois países ao oferecer uma segunda porta de entrada direta para Portugal. Para o mercado turístico, isso significa também maior possibilidade de distribuir os fluxos de passageiros além de Lisboa e criar combinações diferentes de itinerários.

Uma década de presença local

A atuação da Azul em Portugal não se limita às operações aéreas. A companhia mantém um escritório no país, responsável pelo relacionamento com clientes, parceiros comerciais e agentes de viagens, além de atividades de vendas, atendimento e representação institucional.

A estrutura acompanha a operação da empresa e mantém um canal permanente de relacionamento com o mercado português.

“Portugal ocupa um lugar muito especial na história da Azul. Foi por Lisboa que iniciamos nossa operação na Europa e, dez anos depois, seguimos fortalecendo uma conexão que faz parte da vida de milhares de brasileiros e portugueses”, afirma Fábio Campos, vice-presidente institucional e corporativo da Azul.

Segundo o executivo, o volume de passageiros transportados ao longo da década reforça a importância do mercado português para a companhia.

Portugal dentro da estratégia internacional

A expansão portuguesa faz parte de um movimento maior de crescimento internacional da Azul. No ano passado, a companhia iniciou operações para Madri, conectando Viracopos e Recife à capital espanhola.

A malha internacional regular inclui ainda Montevidéu, no Uruguai; Assunção, no Paraguai; Orlando e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. A empresa também mantém operações sazonais para Mendoza e Bariloche, na Argentina.

Nesse desenho, Portugal ocupa uma posição particular: foi o primeiro destino europeu da Azul e permanece como uma das principais conexões internacionais da companhia, agora com dois aeroportos portugueses integrados à rede brasileira.

Leitura de Mercado | Turismo&Eventos

Os dez anos da Azul em Portugal mostram como uma rota internacional pode evoluir de uma conexão bilateral para uma plataforma de distribuição de passageiros. O elemento central não é apenas o número de voos entre os países, mas o acesso que essas operações proporcionam às redes domésticas de cada lado.

Lisboa consolidou-se como principal porta de entrada da companhia na Europa, enquanto o Porto acrescentou uma alternativa geográfica ao mercado português. No Brasil, Campinas e Recife funcionam como pontos de distribuição para outros destinos, aumentando o alcance potencial das conexões.

Para o turismo, essa estrutura interessa especialmente porque a conectividade aérea influencia a formação de roteiros, a distribuição regional dos visitantes e a capacidade de destinos fora dos grandes centros receberem demanda internacional.

Autor

  • Patricia Penna

    Patricia Penna é jornalista e chefe de redação do Turismo&Eventos, onde atua na produção e curadoria de conteúdos voltados ao trade turístico nacional.
    Com olhar atento às pautas do setor, participa da cobertura de destinos, eventos e tendências, contribuindo para a construção de um conteúdo informativo, atual e alinhado às transformações do turismo. Sua atuação é focada em clareza editorial, consistência e conexão com o público profissional.

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