Beto Caputo, foto divulgação.
O avanço das empresas de gestão hoteleira no Brasil confirma uma mudança relevante no setor. O valor está cada vez menos no ativo imobiliário e mais na eficiência da operação. É nesse cenário que a Atrio Hotel Management consolida um novo patamar.
A companhia encerrou 2025 com receita bruta próxima de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 33,64% em relação ao ano anterior. Um resultado que não vem isolado. Ele é acompanhado por evolução consistente nos principais indicadores operacionais.
Crescimento equilibrado entre receita, ocupação e diária média
O desempenho da Atrio mostra um ponto importante. Não foi apenas crescimento de volume.
A receita de hospedagem avançou 33%, enquanto alimentos e bebidas cresceram 32%. Ao mesmo tempo, a taxa de ocupação subiu de 55% para 58% e a diária média teve aumento próximo de 20%.
O RevPAR, indicador-chave da hotelaria, cresceu mais de 25%.
Na prática, isso significa eficiência. A empresa não apenas vendeu mais. Vendeu melhor.
“Seguimos focados em excelência na execução e geração de valor sustentável”, afirma o CEO Beto Caputo.
Expansão ganha ritmo e amplia presença nacional
O crescimento também se reflete no portfólio. Em 2025, foram adicionados 11 novos hotéis, contra 7 no ano anterior.
A rede passou de 77 para 82 empreendimentos, com aumento de unidades habitacionais e novos contratos assinados.
Esse movimento reforça uma estratégia clara. Escalar a operação mantendo padrão.
Entre os destaques estão projetos como o Novotel Recife Marina, ibis Fortaleza Giga Mall, ibis Styles Maragogi e o ibis Budget Guarulhos Aeroporto, desenvolvido em parceria com a Accor.
Novo ciclo aposta em modelo de gestão e diversificação
A Atrio entra agora em um novo momento. A criação da bandeira própria Aēra e a ampliação para modelos como multipropriedade e smart hotel mostram diversificação do negócio.
O foco segue alinhado ao conceito global de Hotel Management Companies.
Ou seja, menos investimento direto em ativos e mais protagonismo na operação.
M&A entra no radar como alavanca de crescimento
Para os próximos anos, a estratégia inclui crescimento orgânico e também movimentos de mercado.
A empresa avalia processos de fusões e aquisições como forma de acelerar a expansão.
O objetivo é claro. Atingir R$ 100 milhões de EBITDA e ultrapassar a marca de 150 hotéis até 2029.
“Nosso foco não está no tijolo, mas na operação”, reforça João Cazeiro, diretor de Desenvolvimento.
Essa frase resume a estratégia.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
A Atrio representa bem a nova fase da hotelaria brasileira.
O modelo de gestão ganha força porque reduz risco e aumenta escala. E investidores começam a entender isso.
O crescimento acima de 30% não é apenas resultado de mercado aquecido. É execução consistente.
Para o trade, a leitura é direta. Quem domina operação, domina resultado.
E para o setor, o recado é claro. A hotelaria está cada vez mais profissional, mais estratégica e menos dependente de ativos.

