Wyndham amplia hotéis em aeroportos e captura demanda crescente do turismo corporativo na América Latina

TRYP by Wyndham Manaus Aeroporto é um dos exemplos de sucesso. Foto: Comunicação/WYNDHAM

O movimento é silencioso, mas direto. A hotelaria começa a disputar espaço onde o fluxo já existe. A Wyndham Hotels & Resorts acelera sua presença em aeroportos da América Latina e Caribe e transforma esses pontos em ativos estratégicos dentro da operação.

Hoje, a companhia soma 12 hotéis instalados em áreas aeroportuárias ou em seus entornos imediatos na região. O número dobrou nos últimos três anos. Não é coincidência. É resposta direta ao crescimento das conexões aéreas e à retomada mais consistente do viajante corporativo.

A taxa média de ocupação acima de 70% confirma que o modelo não apenas funciona. Ele escala.

Hotéis em aeroportos deixam de ser apoio e viram produto principal

Durante muito tempo, hotéis próximos a aeroportos eram vistos como solução de conveniência. Hoje, passam a operar como parte da jornada.

No Brasil, três unidades ajudam a explicar esse desempenho: o TRYP by Wyndham São Paulo Guarulhos Airport, o TRYP by Wyndham Manaus Aeroporto e o Wyndham Salvador Hangar Aeroporto. Todas operam com ocupação elevada e crescimento médio de 12% entre 2024 e 2025.

O padrão se repete fora do país. Empreendimentos como o Wyndham Santiago Aeropuerto, no Chile, e o Wyndham Grand Costa del Sol Lima Airport, no Peru, mostram que a estratégia não é pontual. Ela está distribuída nos principais hubs do continente.

A lógica é simples. Onde há conexão, há permanência. Onde há permanência, há receita.

Rede aposta em capilaridade e padronização para ganhar escala

A presença da Wyndham em aeroportos não acontece isoladamente. Ela está integrada a um portfólio amplo, que combina diferentes marcas e modelos de operação.

Na América Latina, a companhia já se aproxima de 300 hotéis, com mais de 47 mil apartamentos. No Brasil, são 35 empreendimentos e cerca de 8.100 unidades habitacionais.

Mesmo representando uma fatia pequena do total global, o segmento aeroportuário ganha peso estratégico. Principalmente porque conecta diferentes perfis de viajantes. Executivos em trânsito, tripulações, passageiros em conexão e até eventos de curta duração.

Unidades como o Ramada Encore by Wyndham Guadalajara Aeropuerto, o Wyndham Garden Monterrey Aeropuerto e o Wyndham Quito Airport reforçam esse posicionamento. Todas com foco em eficiência operacional, localização e experiência padronizada.

Crescimento acompanha expansão aérea e reposiciona a hotelaria

O avanço da Wyndham nos aeroportos acompanha uma mudança maior no setor. O crescimento da malha aérea na América Latina cria novos fluxos e redistribui passageiros entre hubs regionais.

Nesse cenário, hotéis deixam de depender exclusivamente do destino final. Passam a capturar valor também no trânsito.

A própria companhia já sinaliza novos projetos em discussão, com foco em mercados como Colômbia e Caribe. O critério é claro. Centros urbanos com fluxo aéreo consistente e potencial de conexão.

Não é expansão por presença. É expansão por lógica de demanda.

Leitura do Mercado | Turismo&Eventos

A Wyndham está ocupando um espaço que muitos ainda tratam como complementar. E isso muda o jogo.

Hotéis em aeroportos deixam de ser apoio operacional e passam a ser parte da estratégia comercial. Quem entender isso antes ganha vantagem.

O crescimento acima de 70% de ocupação mostra que existe demanda reprimida nesse segmento.

A disputa agora não é só por destino. É por fluxo.

Autor

  • Patricia Penna

    Patricia Penna é jornalista e chefe de redação do Turismo&Eventos, onde atua na produção e curadoria de conteúdos voltados ao trade turístico nacional.
    Com olhar atento às pautas do setor, participa da cobertura de destinos, eventos e tendências, contribuindo para a construção de um conteúdo informativo, atual e alinhado às transformações do turismo. Sua atuação é focada em clareza editorial, consistência e conexão com o público profissional.

Related posts

Leave a Comment