Foto: Crédito fotos: Marea | @marea_bahia – AYA – Estúdio Criativo | @aya.criativo
Porto Seguro começa a mudar o eixo da própria narrativa turística. O destino avança sobre um território menos explorado comercialmente e mais estratégico no médio prazo: o turismo regenerativo.
Não se trata apenas de sustentabilidade. Trata-se de reposicionamento.
A lógica deixa de ser volume e passa a ser valor. Experiência, permanência e conexão real com o território.
Experiência substitui o roteiro tradicional
O movimento responde a uma mudança clara no comportamento do viajante.
O modelo sol e praia continua relevante. Mas já não sustenta sozinho o posicionamento de destinos consolidados.
Porto Seguro amplia sua oferta com experiências que conectam natureza, cultura e identidade local.
Trilhas na Mata Atlântica, observação de aves, navegação por manguezais e imersões em sistemas agroflorestais passam a compor o produto turístico.
O visitante deixa de consumir. Passa a interagir.
Território vira protagonista da experiência
O litoral segue presente. Mas com nova leitura.
Praias como Espelho, Satu e Corumbau entram como parte de uma jornada mais ampla, que inclui rios históricos, manguezais e observação de baleias.
O diferencial não está no destino em si. Está na forma como ele é vivido.
Comunidades entram no centro da estratégia
O ponto mais relevante do modelo está na integração com comunidades locais.
As experiências com o povo Pataxó deixam de ser visita e passam a ser imersão.
O viajante participa de práticas culturais, conhece saberes ancestrais e interage com a gastronomia típica.
Isso muda a lógica de geração de receita.
O dinheiro permanece no território.
Curadoria ganha papel estratégico no produto
A Marea atua como ponte entre viajante e destino.
A empresa organiza vivências com abordagem multilíngue e foco em autenticidade.
“Existe uma demanda crescente por experiências que vão além do sol e praia. O viajante quer conhecer a cultura, sentir os aromas, viver o território. Nosso papel é proporcionar isso com responsabilidade e verdade”, afirma o fundador da empresa, João Nobre.
Destino reforça estratégia institucional
O movimento não é isolado.
Ele se conecta à estratégia pública de posicionamento do destino.
“Porto Seguro investe cada vez mais em um turismo que valoriza suas riquezas naturais e culturais, fortalecendo um modelo sustentável e competitivo para o destino”, afirma Guto Jones, secretário de turismo de Porto Seguro.
Turismo regenerativo vira ativo competitivo
O conceito avança porque resolve dois pontos críticos do setor.
Reduz pressão ambiental e aumenta valor percebido.
Além disso, cria diferenciação real em um mercado saturado de produtos semelhantes.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
Porto Seguro começa a disputar outro espaço no turismo brasileiro.
Sai do modelo massificado e entra no território da experiência qualificada.
Isso pressiona destinos concorrentes do Nordeste que ainda operam apenas no produto tradicional.
Quem não estruturar oferta com identidade local perde competitividade.

