CEO Saga Systems durante a Equipotel 2026
Conceito Saga Blue integra operação, segurança e acesso digital para dar mais autonomia a hotéis e hóspedes
A digitalização da hotelaria está avançando da gestão de sistemas isolados para uma operação conectada, na qual informações, dispositivos e serviços podem ser acompanhados remotamente. É nesse movimento que a Saga Systems apresenta na Equipotel 2026 o conceito Saga Blue, baseado em tecnologia em nuvem aplicada à operação hoteleira, segurança e experiência do hóspede.
A feira termina nesta sexta-feira, 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo mais de 500 marcas e profissionais da cadeia de hospitalidade.
O conceito de Hotelaria 4.0 utilizado pelo setor reúne tecnologias como computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e análise de dados. Na prática, a mudança permite deslocar parte dos processos que antes dependiam de estruturas locais para plataformas conectadas, com informações disponíveis de forma remota e atualizadas em tempo real.
Menos sistemas isolados na operação
Segundo Jessé Resende, CEO da Saga Systems Brasil, um dos efeitos mais relevantes da tecnologia em nuvem está na possibilidade de centralizar diferentes sistemas utilizados pelo hotel, como PMS, ERP, motor de reservas e Channel Manager.
A integração reduz a necessidade de lançamentos duplicados e pode diminuir divergências de informações entre departamentos. Com processos mais automatizados, as equipes passam a dedicar menos tempo a tarefas operacionais e mais atenção ao atendimento.
Para o gestor, outra consequência está na capacidade de acompanhar o empreendimento de maneira mais dinâmica. Dashboards e relatórios em tempo real permitem visualizar indicadores como ocupação, reservas, cancelamentos, status dos apartamentos e receita.
Esses dados podem apoiar decisões sobre preços, escalas de funcionários e organização da operação, especialmente quando diferentes áreas trabalham sobre uma mesma base de informação.
A tecnologia chega ao quarto
A transformação também alcança diretamente a experiência do hóspede.
Entre as possibilidades estão check-in e check-out por aplicativo, solicitação digital de serviços e utilização de credenciais eletrônicas para acesso aos apartamentos. Em empreendimentos equipados com fechaduras inteligentes, o hóspede pode receber a chave digital por Bluetooth ou QR Code, eliminando a necessidade do cartão físico em determinadas operações.
O sistema também acrescenta recursos de controle. As credenciais podem ser individuais e temporárias, registrando entradas e saídas. Em situações como perda do dispositivo ou necessidade de bloqueio, o acesso pode ser revogado remotamente.
Quando integrada ao PMS, a tecnologia permite ainda automatizar a geração das chaves digitais, reduzindo etapas manuais para as equipes.
Manutenção também passa a ser remota
Outro recurso associado ao conceito é a atualização OTA (Over-The-Air). A tecnologia permite distribuir remotamente atualizações, novos recursos e correções de segurança para equipamentos compatíveis.
A possibilidade reduz, em determinadas situações, a necessidade de intervenções presenciais e instalações manuais, com impacto potencial sobre o tempo e o custo de manutenção.
Esse aspecto ganha relevância em operações com grande quantidade de dispositivos conectados, nas quais a manutenção individual de cada equipamento pode representar uma carga operacional significativa.
Tecnologia não é exclusiva das grandes redes
Embora a digitalização seja frequentemente associada a grandes grupos hoteleiros, a proposta da Saga Systems também considera empreendimentos de diferentes portes.
Resende explica que sistemas em nuvem são escaláveis e podem ser adaptados à estrutura de cada hotel. A implantação, porém, depende de fatores como migração de dados, integração com sistemas já utilizados, treinamento das equipes e instalação de equipamentos, entre eles fechaduras digitais e sensores.
A adoção da tecnologia, portanto, não acontece apenas pela contratação de uma plataforma. Ela envolve uma etapa de integração entre infraestrutura, processos e pessoas.
Leitura de Mercado | Turismo&Eventos
A Hotelaria 4.0 começa a deslocar a discussão tecnológica da simples automação para a integração da operação. O valor não está apenas em ter um aplicativo, uma fechadura digital ou um dashboard, mas em fazer com que essas ferramentas compartilhem informações e reduzam etapas desnecessárias.
Para o hotel, isso pode significar maior controle operacional e acesso mais rápido aos indicadores. Para o hóspede, a principal mudança aparece na autonomia: realizar procedimentos pelo celular, acessar o apartamento digitalmente e solicitar serviços sem depender necessariamente de uma interação presencial.
O desafio está na implantação. Quanto maior o número de sistemas e equipamentos envolvidos, mais importante se torna a compatibilidade entre plataformas, a segurança dos dados, o treinamento das equipes e a continuidade da operação. A tecnologia, nesse cenário, deixa de ser apenas um recurso adicional e passa a fazer parte da infraestrutura da experiência hoteleira.
Serviço
Equipotel
Data: 15 a 18 de setembro de 2026
De 15 a 17 das 13h às 20h | Dia 18 das 13h às 18h
Expo Center Norte | SP

