Parque Nacional do Iguaçu registra alta visitação no feriado (Foto: Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company)
O Parque Nacional do Iguaçu na Páscoa manteve alto fluxo de visitantes e ampliou o consumo com experiências pagas dentro do atrativo. Entre os dias do feriado, 30.102 pessoas passaram pelo parque, com pico de 15.506 visitantes em um único dia.
O resultado mostra não apenas volume, mas capacidade de monetização da visitação.
Público internacional e regional mantém presença constante
O Parque Nacional do Iguaçu recebeu majoritariamente turistas brasileiros, com 17.023 visitantes. Argentinos somaram 5.700 e paraguaios 3.018.
A presença dos países vizinhos mantém o destino com fluxo internacional constante, independente de alta temporada clássica.
Esse comportamento reduz a dependência exclusiva do turismo doméstico.
Experiências pagas ampliam permanência e receita
Durante o feriado, o parque operou com produtos que vão além da visita tradicional.
Entre eles:
- Amanhecer nas Cataratas
- Pôr do Sol nas Cataratas
- Céu das Cataratas
Essas experiências aumentam o tempo de permanência e elevam o ticket médio por visitante.
Além disso, a programação de Páscoa com atividades culturais e educativas ampliou o perfil de público, especialmente famílias.
A instalação do novo letreiro no Porto Canoas também reforça o consumo indireto por meio de conteúdo gerado pelos visitantes.
Gestão aposta em jornada completa do visitante
Segundo Mario Macedo Junior, a estratégia está focada na experiência.
“Nosso objetivo é oferecer uma jornada completa, com conforto, educação ambiental e conexão com a natureza”, afirma.
A gestão do parque, feita pela Urbia+Cataratas em parceria com o ICMBio, busca equilibrar visitação e preservação.
Reconhecimento internacional fortalece posicionamento
O parque é reconhecido como Patrimônio Natural pela UNESCO e lidera rankings turísticos.
Segundo o Tripadvisor, foi eleito a principal atração do Brasil e da América Latina em 2025.
Esse reconhecimento amplia visibilidade e sustenta demanda internacional.
Impacto para o trade
O modelo do parque mostra um caminho claro para o turismo de natureza.
Não basta atrair visitantes. É necessário estruturar experiências que aumentem receita por visitante.
Isso abre espaço para:
- novos produtos dentro de destinos naturais
- venda antecipada de experiências
- pacotes com valor agregado
O desempenho do feriado mostra um atrativo que opera com equilíbrio entre volume e geração de receita. A visitação não se limita à contemplação, mas se apoia em experiências que ampliam permanência e consumo.
A presença internacional constante e a oferta estruturada reduzem a dependência de sazonalidade e aumentam a previsibilidade do fluxo ao longo do ano.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
O Parque Nacional do Iguaçu aponta um caminho direto para o turismo de natureza. A monetização não está no ingresso, mas na experiência.
Quem atua com destinos naturais precisa estruturar produtos adicionais. Sem isso, o crescimento de fluxo não se traduz em receita.
Outro ponto relevante é o público regional internacional. Argentina e Paraguai continuam sendo mercados estratégicos e pouco explorados por muitos operadores brasileiros.

