Eventesse leva debate sobre humanização da IA para o live marketing após imersão no SXSW 2026

Thaís Freitas, Gerente de Eventos e Incentivos, e Cris Gil, COO da Eventesse, já estão de malas prontas para o IMEX Frankfurt – Divulgação

A Inteligência Artificial deixou de ser diferencial competitivo isolado. Ferramentas se popularizaram, processos foram automatizados e o acesso à tecnologia se democratizou rapidamente. O que começou a mudar agora é outra camada da discussão: a capacidade das marcas de criarem conexão emocional em um ambiente cada vez mais automatizado.

Foi exatamente essa percepção que a Eventesse Live Marketing trouxe do SXSW 2026.

Após participar da edição deste ano do festival em Austin, a COO da agência, Cris Gil, defendeu que o próximo diferencial competitivo da IA será justamente a humanização das experiências.

Mercado começa a discutir limite emocional da IA

No artigo “Do Algoritmo ao Abraço: por que a humanização é o next step da IA”, Cris Gil aponta que a tecnologia já nivelou grande parte das ferramentas disponíveis no mercado.

Segundo ela, o novo desafio das marcas passa a ser a criação de experiências genuínas e emocionalmente relevantes.

“O SXSW 2026 deixou claro que a tecnologia equiparou produtos. O que vai diferenciar as marcas daqui para frente não é quem tem a melhor ferramenta, mas quem consegue criar conexões reais”, afirmou.

O debate apareceu de forma recorrente nas discussões do festival, especialmente em painéis ligados à experiência do consumidor, comportamento e inteligência emocional aplicada à tecnologia.

Emoções entram no centro da nova geração de IA

Entre os destaques do evento esteve a participação de Rana el Kaliouby, cofundadora da Affectiva, referência global em IA emocional.

A executiva reforçou durante o SXSW que o futuro da Inteligência Artificial precisa ser centrado no humano, utilizando leitura emocional e empatia como forma de evitar processos de desumanização digital.

A discussão ganhou força especialmente no setor de live marketing e eventos, segmento em que experiência emocional passou a ter peso estratégico ainda maior no pós-pandemia.

Eventesse amplia estratégia internacional de benchmarking

O movimento da agência também mostra como o mercado brasileiro de eventos começou a intensificar buscas por referências globais.

Após o SXSW, a equipe da Eventesse embarca agora para a IMEX Frankfurt 2026, uma das maiores feiras globais de eventos e viagens corporativas.

Segundo a empresa, a presença em eventos internacionais faz parte de uma estratégia contínua de benchmarking, identificação de tendências e desenvolvimento de novos parceiros globais.

Imersão internacional deixa de ser privilégio do C-Level

Outro ponto importante da estratégia da agência está na descentralização do aprendizado.

A Eventesse afirma que a participação em feiras internacionais deixou de ser restrita à alta liderança e passou a integrar o desenvolvimento estratégico de diferentes áreas da companhia.

“Levar nossa liderança para eventos como SXSW, IMEX e IBTM não é um benefício, é estratégia”, destacou Cris Gil.

A leitura reflete uma mudança importante no setor de eventos: inovação passou a depender menos de tecnologia isolada e mais da capacidade de interpretar comportamento, cultura e experiência humana.

Live marketing entra em nova fase pós-automação

A discussão também acompanha uma transformação mais ampla no mercado.

Com ferramentas de IA se tornando acessíveis para praticamente todas as empresas, agências e marcas começaram a disputar outro território: sensibilidade, autenticidade e capacidade de gerar pertencimento.

No live marketing, isso ganha ainda mais relevância porque eventos passaram a funcionar como espaços físicos de conexão emocional em um ambiente dominado pelo digital.

Leitura do Mercado | Turismo&Eventos

O discurso sobre humanização da IA começa a ganhar força justamente porque a tecnologia deixou de ser exclusividade.

O mercado percebeu rapidamente que ferramentas semelhantes já estão disponíveis para praticamente todos os players. O diferencial competitivo migra agora para experiência, repertório humano e capacidade de conexão emocional.

No setor de eventos e live marketing, essa transformação é ainda mais visível. Eventos físicos passaram a funcionar como ambientes de autenticidade em meio à saturação digital.

Outro ponto estratégico é a busca crescente por benchmarking internacional. Agências brasileiras aceleram presença em eventos globais para entender comportamento, consumo e novas formas de experiência antes que tendências se consolidem no mercado nacional.

Autor

  • Patricia Penna

    Patricia Penna é jornalista e chefe de redação do Turismo&Eventos, onde atua na produção e curadoria de conteúdos voltados ao trade turístico nacional.
    Com olhar atento às pautas do setor, participa da cobertura de destinos, eventos e tendências, contribuindo para a construção de um conteúdo informativo, atual e alinhado às transformações do turismo. Sua atuação é focada em clareza editorial, consistência e conexão com o público profissional.

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