Foto: Divulgação via assessoria
Edição comemorativa reúne 55 empresas e 85 pratos em Prado, Guaratiba, Cumuruxatiba e Corumbau, conectando sabores, cultura e turismo
Prado completa duas décadas de uma experiência que ajudou a colocar a gastronomia no centro de sua identidade turística. Em 2026, o Festival Gastronômico e Cultural de Prado chega à 20ª edição reunindo 55 empresas e 85 pratos em quatro localidades: Prado, Guaratiba, Cumuruxatiba e Corumbau.
Com o tema “Histórias no Prato”, a edição comemorativa propõe que o visitante conheça o território também por meio das narrativas presentes em cada criação. As receitas partem de memórias familiares, ingredientes nativos, tradições, homenagens e referências às paisagens e personagens que fazem parte da história da região.
A proposta amplia a função do festival. Os pratos continuam sendo o ponto de encontro entre restaurantes e público, mas a experiência se espalha pelos diferentes destinos que participam do circuito. A gastronomia passa a funcionar como um fio condutor para estimular a circulação de moradores e visitantes e apresentar diferentes características de Prado e de seu entorno.
Vinte anos de construção
Ao longo de duas décadas, o festival passou a fazer parte da trajetória turística do município. Segundo a organização, a iniciativa contribuiu para revelar talentos, fortalecer estabelecimentos, movimentar o comércio e ampliar a visibilidade da gastronomia local.
A edição de 2026 procura traduzir essa trajetória por meio de uma programação que ultrapassa os restaurantes. Ruas, praias, manifestações culturais e comunidades também integram a experiência, aproximando a gastronomia de outros elementos que formam a identidade do destino.
A relação com o território aparece diretamente nos ingredientes e nas histórias utilizadas pelos participantes. Mar, pesca, quintais, agricultura familiar e saberes tradicionais são referências que ajudam a construir a identidade gastronômica apresentada durante o festival.
Quando o prato vira experiência turística
A gastronomia encontra em Prado elementos que permitem contar histórias do próprio destino. A relação com o mar, a pesca, a produção rural e a diversidade cultural oferece aos estabelecimentos participantes matéria-prima não apenas para criar receitas, mas também para apresentar aspectos da região aos visitantes.
A programação inclui atrações culturais, experiências gastronômicas, aulas-show e encontros envolvendo chefs, cozinheiros, produtores, empresários, moradores e turistas.
Essa integração amplia o potencial do evento como produto turístico. O visitante pode associar a experiência gastronômica aos passeios e à descoberta das diferentes localidades que participam do circuito, transformando a visita aos restaurantes em parte de uma jornada pelo território.
Impacto que ultrapassa a mesa
A movimentação gerada pelo festival alcança outros segmentos da economia local. Hotéis, pousadas, agências receptivas, produtores rurais, pescadores, marisqueiras, artesãos e o comércio participam, direta ou indiretamente, do fluxo provocado pelo evento.
Os números de edições anteriores ajudam a dimensionar esse impacto. Na 18ª edição, foram comercializados mais de 8,6 mil pratos exclusivos do festival. O cardápio geral dos estabelecimentos participantes movimentou cerca de R$ 2 milhões e gerou 165 postos de trabalho, segundo os dados apresentados pela organização.
A marca de 20 edições reforça, assim, uma característica importante do festival: sua capacidade de conectar a atividade gastronômica a diferentes setores que compõem a economia turística regional.
Quatro localidades em um mesmo circuito
Prado, Guaratiba, Cumuruxatiba e Corumbau formam o mapa da edição comemorativa. Cada localidade preserva características próprias, mas o festival cria entre elas uma conexão baseada na gastronomia.
Para o visitante, essa estrutura permite ampliar o percurso e descobrir diferentes estabelecimentos ao longo da viagem. O restaurante deixa de ser apenas um ponto de consumo e passa a funcionar também como porta de entrada para histórias, ingredientes e referências culturais do lugar.
O conceito “Histórias no Prato” traduz justamente essa proposta: fazer com que cada receita carregue uma parte da identidade do território.
Uma construção coletiva
A realização do festival é resultado da articulação entre a APRHOPE — Associação Pradense de Restaurantes, Hotéis, Operadoras, Pousadas e Estabelecimentos Comerciais —, a Prefeitura Municipal de Prado e o Sebrae.
A parceria reúne iniciativa privada, poder público e entidades de apoio aos pequenos negócios em torno de uma iniciativa que, ao longo dos anos, passou a integrar a agenda turística do município.
Ao completar 20 anos, o Festival Gastronômico e Cultural de Prado não celebra apenas a longevidade de um evento. A edição comemorativa coloca à mesa duas décadas de construção coletiva de uma identidade turística na qual gastronomia, cultura e território passaram a caminhar juntos.
Leitura de Mercado | Turismo&Eventos
A trajetória do festival mostra como a gastronomia pode assumir uma função que ultrapassa a alimentação dentro de um destino turístico. Quando associada à cultura, aos produtores e às características do território, ela se transforma em elemento de atração e circulação de visitantes.
A participação de quatro localidades amplia esse efeito e cria um roteiro gastronômico que distribui a experiência por diferentes pontos da região. O restaurante passa a ser parte de uma jornada maior, conectada ao destino.
Depois de 20 edições, o festival chega a 2026 com um patrimônio construído ao longo do tempo: uma iniciativa capaz de reunir negócios, cultura, memória e turismo em torno de uma mesma mesa.

