Reprodução: Emirates
Nova seleção chega às diferentes classes da companhia ao longo de 2026 e reforça estratégia de envelhecimento e curadoria de rótulos
A experiência gastronômica a bordo da Emirates ganhará uma nova seleção de vinhos e champanhes ao longo dos próximos meses. A companhia atualiza sua carta para 2026 com rótulos da França, Austrália, Chile, África do Sul e Reino Unido, distribuídos entre todas as classes de serviço. Entre os destaques estão o Dom Pérignon Vintage 2017, o Château Mouton Rothschild 2003 e a estreia do espumante britânico Wiston Estate Brut NV na Premium Economy.
A estratégia da companhia vai além da simples renovação periódica da carta. Desde 2006, a Emirates afirma ter investido mais de US$ 1 bilhão em seu programa de vinhos e mantém uma adega na França com cerca de cinco milhões de garrafas. Parte dos rótulos é adquirida anos antes de chegar aos passageiros e permanece em maturação até atingir o estágio considerado adequado para consumo.
Esse modelo permite à companhia trabalhar com safras de produção limitada e vinhos que, em alguns casos, já apresentam longo período de evolução antes de serem servidos a bordo.
Primeira Classe concentra rótulos de maior maturação
Na Primeira Classe, o Dom Pérignon Vintage 2017 será incorporado à oferta em toda a rede até o final de 2026. A seleção também varia de acordo com o destino.
Nas rotas para a África, os passageiros encontram o Chevalier-Montrachet Grand Cru 2015, da Bouchard Père & Fils. Para a Europa, a companhia oferece o Le Petit Cheval Blanc 2023, enquanto os voos para o Leste Asiático contam com o chileno Seña 2016.
A partir do fim de setembro, o Penfolds RWT Shiraz 2015 passa a integrar os voos para a Australásia. Em outubro, o Château Mouton Rothschild 2003 chega às rotas para o Reino Unido. Já em dezembro, algumas rotas terão o sul-africano Vilafonté Series C 2016.
A diversidade geográfica da seleção acompanha uma lógica de distribuição vinculada aos mercados atendidos, permitindo que diferentes regiões produtoras estejam representadas na experiência de bordo.
Executiva combina Bordeaux e Ródano
Na Classe Executiva, a carta inclui atualmente o La Dame de Montrose 2014, de Bordeaux, nas rotas para os Estados Unidos.
No final de setembro, os voos com destino ao Leste Asiático receberão o Châteauneuf-du-Pape Blanc 2024, da Domaine des Sénéchaux. O rótulo representa uma categoria menos frequente na produção da região do sul do Ródano, onde os vinhos brancos correspondem a uma parcela reduzida do volume total.
Espumante inglês estreia na Premium Economy
A Premium Economy terá como uma das principais novidades o Wiston Estate Brut NV, primeiro espumante inglês servido pela Emirates. A bebida será oferecida exclusivamente nas rotas para o Reino Unido a partir de outubro.
Produzido em West Sussex com Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, o espumante acompanha uma seleção que também inclui o Chablis Premier Cru Jean-Marc Brocard 2024, a partir de setembro, e o La Parde de Haut-Bailly 2014, previsto para outubro.
O Chandon 2021, produzido no Yarra Valley, na Austrália, permanece como uma exclusividade global da companhia.
Econômica também ganha novos rótulos
Na Classe Econômica, a renovação contempla opções francesas e sul-africanas. Entre elas estão o Domaine de la Baume Tautavel 2023, blend de Grenache e Syrah, e o Château Pech-Latt Corbières 2024, que será introduzido em outubro.
Para os vinhos brancos, a companhia acrescentará o Cuvée Sabourin Picpoul de Pinet 2024, da França, e o Journey’s End Weather Station Sauvignon Blanc 2025, da África do Sul.
O vinho precisa funcionar também a 35 mil pés
A escolha dos rótulos considera uma variável que não existe na experiência tradicional de restaurantes: o comportamento do vinho em altitude. A Emirates avalia aspectos como fruta, acidez, taninos, influência do carvalho e estágio de maturação antes de definir os vinhos que serão servidos a bordo.
O envelhecimento também faz parte dessa estratégia. Vinhos de Bordeaux destinados à Classe Executiva passam por pelo menos oito a dez anos de maturação, enquanto os selecionados para a Primeira Classe podem permanecer entre 12 e 15 anos antes de chegar aos passageiros.
A política transforma a carta de vinhos em um componente relevante da experiência de viagem e, ao mesmo tempo, cria uma identidade gastronômica própria para a companhia, baseada em curadoria, procedência e maturação.
Leitura de Mercado | Turismo&Eventos
A atualização da carta mostra como a gastronomia continua sendo utilizada pelas companhias aéreas premium como elemento de diferenciação. Na Emirates, o vinho deixa de ser apenas complemento da refeição e passa a integrar uma estratégia de experiência construída com anos de antecedência.

