Ministro do turismo – Foto André Zimmerer MTur
Movimentação aérea chegou a 88,66 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, considerando os mercados doméstico e internacional
A aviação brasileira atingiu novos recordes em 2026. Entre janeiro e agosto, 68,33 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, volume 4% superior aos 65,81 milhões registrados no mesmo período de 2025. O resultado representa a primeira vez que o país ultrapassa a marca de 68 milhões de passageiros no mercado doméstico no acumulado até agosto.
Agosto também estabeleceu um novo recorde mensal, com 8,93 milhões de passageiros domésticos, alta de 2,3% sobre os 8,73 milhões registrados em agosto de 2025. Os números são compilados pelo Ministério do Turismo a partir dos dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
O desempenho coloca o transporte aéreo entre os indicadores que ajudam a dimensionar a expansão da mobilidade turística no país. O crescimento, embora percentual relativamente moderado, ocorre sobre uma base já elevada e representa mais de 2,5 milhões de passageiros adicionais no mercado doméstico em oito meses.
Mercado internacional também bate recorde
O avanço não ficou restrito aos voos dentro do Brasil. O mercado internacional acumulou 20,33 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, crescimento de 8% sobre os 18,89 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.
Em agosto, foram 2,53 milhões de passageiros internacionais, 3,4% acima dos 2,44 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.
Somados os mercados doméstico e internacional, a movimentação aérea brasileira chegou a 88,66 milhões de passageiros nos primeiros oito meses de 2026, contra 84,70 milhões no mesmo período de 2025, crescimento de 5%.
| Mercado | Jan–Ago 2025 | Jan–Ago 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Doméstico | 65.811.931 | 68.330.911 | +4% |
| Internacional | 18.888.290 | 20.328.124 | +8% |
| Total | 84.700.221 | 88.659.035 | +5% |
Os dados mais recentes da ANAC também mostram que a movimentação aérea vem mantendo trajetória de crescimento em diferentes regiões. No Sudeste, por exemplo, os aeroportos movimentaram 37 milhões de passageiros entre janeiro e julho, somando os mercados doméstico e internacional, alta de 3,1% sobre o mesmo período de 2025.
Recordes acompanham demanda turística
A movimentação aérea ocorre em paralelo a outros indicadores positivos do turismo brasileiro. Entre janeiro e agosto, o país recebeu 6.451.257 turistas internacionais, mantendo o patamar recorde observado no ano anterior. Em agosto, foram 576.276 chegadas internacionais, o maior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2009.
Os gastos dos visitantes estrangeiros também atingiram recorde, segundo o Banco Central, com R$ 33,6 bilhões entre janeiro e julho. No turismo corporativo, a movimentação chegou a R$ 8,4 bilhões nos primeiros sete meses do ano, também segundo os dados apresentados pelo Ministério do Turismo.
A combinação de maior circulação doméstica e internacional cria um cenário de expansão para diferentes segmentos da cadeia turística, desde destinos e hotelaria até operadores, agências de viagens, transporte terrestre e atrações.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, relacionou o recorde doméstico ao aumento da circulação de brasileiros pelo próprio país e aos efeitos dessa movimentação sobre a economia turística.
“O novo recorde de passageiros na aviação doméstica mostra a força do turismo brasileiro e a crescente procura pelos nossos destinos”, afirmou.
O desempenho também dialoga com uma das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que prevê chegar a 150 milhões de viagens de brasileiros pelo país em 2027.
Leitura de Mercado | Turismo&Eventos
Os números de janeiro a agosto mostram que o crescimento do turismo brasileiro está acompanhado por maior circulação aérea nos dois sentidos: brasileiros viajando dentro do país e visitantes estrangeiros chegando ao Brasil. O mercado doméstico continua sendo a maior parcela da movimentação, enquanto o internacional apresenta ritmo de crescimento superior no período.
Para destinos e empresas do setor, o dado mais relevante não é apenas o recorde absoluto, mas a combinação entre volume e continuidade da demanda. Mais passageiros significam uma base potencial maior para hotelaria, receptivo, atrações, gastronomia e distribuição turística — desde que a oferta acompanhe esse crescimento em capacidade, conectividade e qualidade de serviço.

